Especial del OPCh: El futuro de la Iniciativa de la Franja y la Ruta Con Ernesché Rodríguez Asien y Anabela Rodrigues Santiago

In Especiales, Seccionesby Xulio Ríos

Del 25 al 27 de abril discurrió en Beijing el II Foro sobre la Iniciativa de la Franja y la Ruta que reunió en esta ocasión a más de 5.000 delegados de 150 países y 90 organizaciones internacionales. El presidente Xi Jinping avanzó la institucionalización del evento con el propósito de hacer balance permanente de una propuesta que lanzó en 2013.

Preguntas

  1. ¿Considera que los consensos logrados en esta reunión abren una nueva etapa en el desarrollo del proyecto?
  2. ¿Qué valoración le merecen las críticas suscitadas por parte de quienes la consideran más una amenaza que una oportunidad?
  3. ¿Considera la Iniciativa de la Franja y la Ruta un nuevo modelo de cooperación internacional como asegura China o solo una forma inteligente de enmascarar propósitos hegemónicos del orden global?

Respuestas de ERNESCHÉ RODRIGUEZ ASIEN, Vice-Rector de “The Central American Institute of Asia Pacific Studies”.

  1. ¿Considera que los consensos logrados en esta reunión abren una nueva etapa en el desarrollo del proyecto?

Considero que sí, en esta reunión se abren nuevas puertas de esperanzas para todos los países que integran este proyecto, pues se ha acogido la misma con mucho entusiasmo sobre todo por los países latino-americanos pues se potencializa la posibilidad de comercializar con China haciendo más viables estos intercambios entre la región latinoamericana y el Gigante asiático. Entre los países de la región que están muy contentos con este proyecto es Cuba, pues altos funcionarios cubanos que también participaron en la reunión declararon que es prometedora para todas las naciones involucradas.

  1. ¿Qué valoración le merecen las críticas suscitadas por parte de quienes la consideran más una amenaza que una oportunidad?

Hay que tener en cuenta ante todo que el continente euroasiático es el eje central de la primacía global y esto representa una amenaza sobre todo para Estados Unidos ya que Euroasia es el más grande continente del planeta con su eje geopolítico, donde representa aproximadamente el 60% del PNB mundial y las tres cuartas partes de los recursos energéticos del planeta, significando un escenario de lucha de poder global.  La Franja y la Ruta constituye un reto en donde todavía hay dudas si se pueda conseguir una integración más eficiente entre China, Rusia y los países árabes del Asia Central. No obstante, la mayor amenaza es para Estados Unidos, que no quiere perder hegemonía en muchos países de la zona.

  1. ¿Considera la Iniciativa de la Franja y la Ruta un nuevo modelo de cooperación internacional como asegura China o solo una forma inteligente de enmascarar propósitos hegemónicos del orden global?

Más allá de posibles intenciones de China de mantener su hegemonía comercial, económica y militar en el mundo y que por tanto aspira a ser la primera economía mundial, hay que tener en cuenta que también su objetivo es crear un nuevo modelo de cooperación internacional. Considero que China con este proyecto tiene una doble intención, como dice un dicho criollo: “matar dos pájaros de un tiro”. En este sentido, una variable  lleva a la otra, es una forma muy inteligente de sumar fuerzas en pro de una mejora no solo al resto del mundo sino también a la predominancia económica y geopolítica china.

 

Respuestas de ANABELA RORIGUES SANTIAGO, Mestre em Estudos Chineses, especialização em Economia e Negócios da China, pela Universidade de Aveiro. Licenciada em Linguas e Relações Empresariais pela Universidade de Aveiro.

  1. Você considera que o consenso alcançado nesta reunião abre uma nova etapa no desenvolvimento do projeto?

Considero que os consensos obtidos no 2º Fórum “Faixa e Rota” são benéficos para a República Popular da China e os demais países envolvidos, nomeadamente o caso de Portugal. Para a China, representam a “institucionalização” do projeto, quase todos os países da Europa já deram lhe deram o seu aval e estabeleceram parcerias, e, aqueles que ainda não o fizeram, preparam-se para fazê-lo. Portugal foi dos primeiros países a assinar o Memorando de Entendimento com a China: o país é referido pelo Presidente Xi Jinping como «um ponto importante de ligação entre a Rota da Seda Terrestre e a Rota da Seda Marítima», devido à sua posição geográfica particular. Mas falta depois a concretização material. Esta só será possível mediante medidas concretas impulsionadas pelo Governo Português, que tem de ser mais pro-ativo no que toca a essa matéria.

  1. Como você valoriza as críticas levantadas por aqueles que consideram mais uma ameaça do que uma oportunidade? 

Creio que, como em qualquer outra situação, há sempre vantagens e desvantagens e podemos sempre ver dois lados da mesma moeda. A República Popular da China não poderia levar a cabo esta iniciativa sozinha e, como tal, precisa da parceria com outros países. Mas, ao ter esta ambição, está a criar investimentos e a movimentar as economias mundiais nos seus diversos setores, o que é bom para a economia mundial como um todo. O projeto visa criar infraestruturas que, não só beneficiarão a China, como os restantes países. Agora, é importante não sermos “ingénuos” e percebermos que a República Popular da China tem a par com os seus objetivos económicos e sociais, uma ambição politica muito forte por detrás desta grande iniciativa “Uma Faixa, uma Rota”. E, neste sentido é importante que os países que aderem a esta iniciativa façam valer também as suas posições e definam bem os termos das suas parcerias, para que não sejam comprometidos, por exemplo no caso de Portugal, o seu papel no seio da União Europeia à qual pertence e em organizações como a ONU ou a NATO.

  1. Considera a iniciativa “Uma Faixa, uma Rota” um novo modelo de cooperação internacional, como afirma a China, ou apenas uma forma inteligente de mascarar os propósitos hegemônicos da ordem global?

Na minha opinião a estratégia “Uma Faixa, uma Rota” marca um novo paradigma no mapa político mundial. Apesar de ser um novo modelo de cooperação internacional, como afirma a China, não deixa de ser uma forma do país marcar a sua posição em termos geo-políticos, alargando as suas bases de presença económica e política a todo o Mundo! É expectável que uma potência como a China que tem vindo a crescer ao longo dos últimos 40 anos, desde a sua abertura progressiva ao mercado capitalista, ambicione ter uma posição de influência na arena internacional e esteja cada vez mais presente em organizações mundiais. A República Popular da China pretende assumir um papel de liderança nos vários domínios e a estratégia “Uma Faixa, uma Rota” constitui não só um fim, mas também um meio para alcançar outros objetivos ainda mais globais de uma visão a muito longo-prazo, à boa maneira chinesa.